sábado, 12 de abril de 2008

Abissus


É um mar de segredos inconfiáveis
minha alma,cheia de luz e de sombras,
sombras nas quais não penetro.
É um rio cheio de pedras,minha alma.
Nos escuros da minha alma
estão os choros da infância,
os medos,os pesadelos,
os sustos,a culpa incômoda
de que me penitencio.
São grilhões da alegria
no meu corpo hospedeiro
os segredos empilhados,
escusos,irrelembrados.
(Meu perigoso tesouro).
Minhas sombras abissais,
cheias de peixes sem olhos,
cehias de seres sem rosto,
cheias de denso carvão,
cheias de combustão,
de energia,
da propulsão que me empurra
a fazer exatamente,
tudo o que eu não queria.

2 comentários:

Asdrúbal Brandão disse...

Belo poema, Lia Sophia. Não cabe, porém, cultuar a tristeza e esquecer da alegria.
O bom dos poemas, segundo o que li, é colocar no papel para nunca fugir.
Já sentimentos, não são para sempre...
Todos temos sombras,até mesmo abissais,que às vezes dominam, depois voltam atrás.
Separemos, também, um cantinho feliz; e que seja espaçoso, pra caber toda luz,
do carinho de amigos, filhos e netos, das boas lembranças e sentimentos sinceros.
Visitemos, assim, ambos cantos da alma. Visitas curtas e raras do lado sombrio, do outro lado aproveite FIQUE A VONTADE........

Marcela disse...

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Esta é a quarta visita que faço ao seu espaço, desde ontem.

Li e reli muitas vezes o poema.

Não havia comentado na primeira vez porque me pareceu assustador que suas palavras estejam em tamanha consonância com o que sinto e, ao mesmo, tempo estejam dispostas de modo tão encantador.

Muito obrigada, Lia Sophia... obrigada por compartilhar seu mundo, até então, submerso...

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